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American Society of Newspapers Editors

Adotado em 1975, substituiu, como declaração de princípios, o código de ética em vigor desde 1923
Preâmbulo
A Primeira Emenda, protegendo a liberdade de expressão do cerceamento por qualquer lei, garante às pessoas através de sua imprensa um direito constitucional, e por esse modo coloca sobre os jornalistas uma responsabilidade particular. Portanto, o jornalismo exige de seus praticantes não apenas industriosidade e conhecimento mas também a perseguição de um padrão de integridade proporcional à obrigação singular dos jornalistas.
Para esse fim, a American Society of Newspapers Editors apresenta esta Declaração de Princípios como um estandarte encorajando o mais alto desempenho profissional.
Artigo 1o. - Responsabilidade
O propósito primário de coletar e distribuir notícias e opinião é o de servir ao bem-estar geral informando as pessoas e possibilitando-as fazer julgamentos sobre os assuntos da época. Os jornalistas que abusam do poder de seu papel profssional por motivos egoístas ou propósitos pérfidos são indignos dessa confiança mútua.
A imprensa americana foi feita livre não apenas para informar ou apenas para servir como fórum para os debates mas também para trazer um escrutínio independente a enfocar sobre as forças do poder na sociedade, incluindo a conduta do poder oficial em todos os níveis do governo.
Artigo 2o. - Liberdade de Imprensa
A liberdade de imprensa pertence ao povo. Deve ser defendida contra a transgressão ou assalto de qualquer setor, público ou privado.
Os jornalistas devem estar constantemente alertas para verificar que os negócios públicos sejam conduzidos em público. Devem estar vigilantes contra todos os que iriam explorar a imprensa com propósitos egoístas.
Artigo 3o. - Independência
Os jornalistas devem evitar a impropriedade e aparência de impropriedade assim como qualquer conflito de interesses ou a aparência de conflito. Nunca devem aceitar nada nem perseguir qualquerr atividade que poderia comprometer ou parecer comprometer sua integridade.
Artigo 4o. - Verdade e Acurácia
A boa fé para com o leitor é o fundamento do bom jornalismo. Todo esforço deve ser feito para assegurar que o conteúdo noticioso seja acurado, livre de preconceitos e em contexto, e que todos os lados sejam apresentados imparcialmente. Editoriais, artigos analíticos e comentários devem ser mantidos no mesmo padrão de acurácia das reportagens noticiosas com respeito aos fatos. Erros significativos de fato, assim como erros de omissão, devem ser corrigidos pronta e proeminentemente.
Artigo 5o. - Imparcialidade
Para ser imparcial não se requer que a imprensa não questione ou se abstenha da expressão editorial. A prática sadia, entretanto, exige uma distinção clara para o leitor entre reportagem noticiosa e de opinião. Artigos que contenham opinião ou interpretação pessoal devem ser claramente identificados.
Artigo 6.o - Jogo Limpo
Os jornalistas devem respeitar os direitos das pessoas envolvidas nas notícias, observar os padrões comuns de decência e se fazerem responsáveis diante do público pela imparcialidade e acurácia de suas reportagens noticiosas. Às pessoas publicamente acusadas deve ser dada a mais rápida oportunidade de se defender.
Os compromissos de confidencialidade a fontes noticiosas devem ser honrados a todo custo, e portanto não devem ser assumidos impensadamente. A não ser que haja necessidade clara e premente de manter confidência, as fontes de informação devem ser identificadas.
Esses princípios têm a finalidade de preservar, proteger e fortalecer o elo de confiança e respeito entre os jornalistas americanos e o povo americano, um elo que é essencial para sustentar a garantia de liberdade confiada a ambos pelos fundadores da nação.

Outros códigos de ética