Associated Managing Editors dos Estados Unidos


Adotado pelo quadro de diretores da APME em 1975

Este código é um modelo de encontro ao qual os jornalistas podem medir o seu desempenho. Está destinado a ser aplicado às notícias e aos membros da equipe editorial, e outros que estejam envolvidos, ou que influenciem a cobertura noticiosa e a política editorial. Foi formulado na crença de que os jornais e as pessoas que produzem devem aderir aos padrões mais elevados de conduta ética e profissional.

Responsabilidade
Um bom jornal é imparcial, acurado, honesto, responsável, independente e decente. A verdade é seu princípio-guia. Ele evita práticas que entrariam em conflito com a habilidade de relatar e apresentar as notícias de uma maneira imparcial e não-tendenciosa.
O jornal deve servir como uma crítica construtiva a todos os segmentos da sociedade. Editorialmente, deve advogar formas ou inovações necessárias ao interesse público. Deve expor ações erradas ou mau uso do poder, público ou privado. As fontes noticiosas devem ser reveladas a não ser que haja razão clara para não fazê-lo. Quando é necessário proteger a confidencialidade de uma fonte, a razão deve ser explicada.
O jornal deve documentar, com os fatos, declarações públicas que sabe serem inacuradas ou enganosas. Deve afirmar o direiro do livre discurso e da liberdade da imprensa, e deve respeitar o direito de privacidade do indivíduo. O direito público de saber a respeito de assuntos de importância é primordial, e o jornal deve lutar vigorosamente pelo acesso público a notícias do governo através de reuniões abertas e registros abertos.
Acurácia
O jornal deve se guardar contra inacurácia, descuidos, preconceitos ou distorções, seja através de ênfase ou de omissão. Deve admitir todos os erros substantivos e corrigi-los prontamente e proeminentemente.
Integridade
O jornal deve lutar pelo tratamento imparcial dos assuntos e manejo desapaixonado de temas controversos. Deve proporcionar um fórum para troca de comentários e críticas, especialmente quando tais comentários são opostos às suas posições editoriais. Os editoriais e outras expressões de opinião por repórteres e editores devem ser claramente rotulados. O jornal deve reportar as notícias sem observação de seus próprios interesses. Não deve dar tratamento noticioso favorecido a anunciantes ou grupos especiais de interesses. Deve reportar assuntos relativos a si mesmo ou seu pessoal com o mesmo rigor e franqueza que usaria para outras instituições ou indivíduos.
A preocupação por interesses da comunidade, comerciais ou pessoais não devem fazer com que o jornal distorça ou represente falsamente os fatos.
Conflitos de Interesse
O jornal e sua equipe devem se livres de obrigações a fontes noticiosas e interesses especiais. Mesmo a aparência de obrigação ou conflito de interesse deve ser evitado.
Os jornais não devem aceitar nada de valor das fontes noticiosas ou de outros fora da profissão . Presentes e viagens grátis ou com tarifas reduzidas, entretenimento, produtos e alojamento não devem ser aceitos. Despesas em conexão com a reportagem noticiosa devem ser pagas pelo jornal. Favores especiais e tratamento especial para membros da imprensa devem ser evitados. O envolvimento em coisas tais como política, assuntos da comunidade, demonstrações e causas sociais, que poderiam causar um conflito de interesses, ou a aparência de tal conflito, devem ser evitados.
Empregos externos por fontes noticiosas são um conflito de interesse óbvio, e o emprego por fontes noticiosas potenciais também devem se evitados.
Investimentos financeiros por membros da equipe ou outros interesses comerciais externos que poderiam estar em conflitos com a capacidade do jornal de relatar as notícias ou que criem a impressão de tal conflito devem ser evitados.
( Tradução de Antonio Trânsito para o livro "A ética no jornalismo", de Philip Meyer).

Outros códigos de ética