A ficção no jornalismo

Literatura
A ficção no jornalismo

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Lista preliminar

Conversa na Catedral, Mario Vargas Llosa, Francisco Alves, tradução de Olga Savary
A saga do jornalista Santiago Zavalla e do Peru nos anos 40 e 50 sob uma ditadura militar é um dos grandes romances do século, uma catedral da literatura. O que há de clásssico e arquetípico na vida e no jornalismo está lá. Acompanhe o editor de polícia Becerrita, o fotógrafo Periquito, e a mediocrização do íntegro Zavalla refugiando seus sonhos numa redação de jornal. Ele abre o livro com uma frase-síntese da frustração vital e contemplativa que distorce a perspectiva de muitos jornalistas: "Da porta de La Crónica Santiago olha a Avenida Tacna sem amor...."

As Feras Estão Soltas, Mário de Moraes, Multicomunicação/Três Editora - Dois repórteres de polícia "perdidos" numa cidade suja - o verso e e anverso da ética na porta da delegacia e na redação.

Furo! - Uma história de jornalistas, Evelyn Waugh, São Paulo, Companhia das Letras, tradução de Roberto Pedrosa, 1989
Um obtuso ariostocrata decadente é enviado por engano pelo jornal The Beast para cobrir a guerra na Ismaélia...e, depois de bobagens como avisar que mandaria notícias quando as tivesse, ele surpreende...Bem, pode-se imaginar. É um painel divertido e corrosivo da imprensa desenhado por um homem que a conheceu bem. Waugh, ensaísta e romancista de sucesso, também foi correspondente de guerra.
A Galeria DelCorso, Philip Caputo, Rio, Marco Zero, tradução de Reinaldo Guarany e Luisa Ibanez, 1986
A imprensa num dos maiores momentos da sua história: a Guerra do Vietnã. Como repórter do Chicago Tribune, Caputo esteve no front, ganhou prêmios e seguramente muitos inimigos depois de publicar o romance em que desnuda o heróismo, a generosidade e a mesquinharia dos caçadores de notícias.

Ilusões Perdidas, Honoré de Balzac, São Paulo, Editora Globo
Um dos gênios da literatura mundial, Balzac incluiu em seu gigantesco afresco da sociedade francesa do século XIX, intitulado Comédia Humana, um romance nada lisonjeiro para o jornalismo: Ilusões Perdidas, de 1843. É a trajetória de Lucien de Rubempré, poeta e prosador que se consagra e se destrói na imprensa. Jornalistas são descritos como "negociantes de frases" ou "espadachins de reputações". Balzac foi ao mesmo tempo jornalista e pioneiro da crítica de mídia. É dele a frase famosa: "Se a imprensa não existisse seria preciso não inventá-la".

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