Direto no lide Instituto Gutenberg
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Causo

Direto no lide


Carlos Rangel, consagrado repórter de O Cruzeiro, foi trabalhar na chefia de Reportagem do Estadão, em 1972, sob o comando de Eduardo Martins. Entrava às 6 da manhã para despachar a pauta e demorava-se na redação. Conta a lenda que uma noite, no banheiro, alguém estranhou que ainda estivesse trabalhando, e ele disse sua frase célebre:
- Meu irmão, esse jornal não acaba nunca.
A partir daí circularam muitas histórias atribuídas a Rangel. A mais pitoresca do rol dá conta de que, ao ser contratado, ouviu pacientemente quais seriam suas tarefas, as habilidades dos repórteres, as idiossincrasias da casa e quem era quem no jornal. Aquele barbicha no cercadinho era Oliveiros S. Ferreira, o secretário. Lá no aquário estava Fernando Pedreira, diretor de Redação e, mais adiante, no gabinete, o diretor-responsável, Julio de Mesquita Neto. Rangel não se abalou. Sua preocupação era outra: - Eu quero saber é quem dá vale e paga táxi.


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Boletim Nº 29 Série eletrônica
Novembro-Dezembro, 1999

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Jornal dos Jornais
Textos da coluna do Instituto Gutenberg na revista Jornal dos Jornais - nº 8 - Dezembro de 1999