Como é mesmo que se escreve... Instituto Gutenberg
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Causo

Como é mesmo que se escreve...


Com poucas exceções - Guimarães Rosa é a mais brilhante - grandes escritores brasileiros passaram por redações de jornais e revistas. Machado de Assis, José de Alencar, Euclides da Cunha, Graciliano Ramos, Lima Barreto, João Cabral de Mello Neto, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Morais e muitos outros artistas da pena estiveram ali, na mesa ao lado, prontos para socorrer o foca analfabeto. No Correio da Manhã, dois mestres do vernáculo trabalharam como revisores, Graciliano Ramos e Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, o que levou uma moça, anos depois, a perguntar a outro grande escritor e jornalista, Antonio Callado: "Quer dizer que vocês consultavam o Aurélio vivo?"

Mas, tal como Einstein embatucava em continhas de somar, corre um causo sobre um desses bambambãs das letras que pediu socorro aos jornalistas. Na cobertura da Copa dos Estados Unidos, em 1994, o escritor e integrante da Academia Brasileira de Letras João Ubaldo Ribeiro, estava na equipe do Estadão. Um dia, batendo apressado a crônica do jogo, consultou a redação sobre a grafia correta de uma palavra. Silêncio geral. Até que um gaiato deu a resposta certa: - O acadêmico aqui é você.


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Boletim Nº 29 Série eletrônica
Novembro-Dezembro, 1999

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Jornal dos Jornais
Textos da coluna do Instituto Gutenberg na revista Jornal dos Jornais - nº 8 - Novembro de 1999