Erros editoriais Instituto Gutenberg
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Erros editoriais


Na falta de bons lançamentos sobre a mídia, há espaço para comentar coisas que faltam ou sobram em livros publicados no Brasil. Todo livro deveria trazer uma ficha do autor, ainda que sumária como um verbete de enciclopédia, pois é uma aflição comprar uma obra sem ter idéia do ilustre (para o freguês) desconhecido que a escreveu. Livros também deveriam trazer índices analítico e onomástico, para que o leitor pudesse localizar rapidamente a página onde está determinado assunto ou pessoa. Manusear um cartapácio à procura de um trecho anotado compara-se a procurar agulha em palheiro. O remédio é fazer uma dobra na esquina da página, mas ao final da leitura são tantas as dobras quanto as folhas.

Finalmente, uma impropriedade que não diz respeito a ensaios, mas a obras de ficção: propagam-se as ilustrações impertinentes. É um crime contra a imaginação, a cumplicidade e a co-autoria do leitor, um romance trazer os retratos dos personagens, feitos por um desenhista da editora. A visualização do personagem só pode depender da descrição física e psicológica fornecida pelo autor.


©Instituto Gutenberg
Boletim Nº 29 Série eletrônica
Novembro-Dezembro, 1999

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Jornal dos Jornais
Textos da coluna do Instituto Gutenberg na revista Jornal dos Jornais - nº 8 - Novembro de 1999