Os artigos sobre a revista Exame-Melhores e Maiores publicados na edição passada (nº 16) deste boletim saíram com erros graves. Erramos ao atribuir à revista equívocos que ela não cometeu - como, por exemplo, folias aritméticas no cálculo da rentabilidade das empresas. O Instituto Gutenberg fez uma correção em sua página na Internet (www.igutenberg.com.br) e em 11/09 remeteu uma carta para a revista. Na correção e na carta pedimos que Exame e seus profissionais, e também os nossos leitores, nos desculpem pelas falhas. Elas se devem às derrapagens técnicas que tanto criticamos nos meios de comunicação: auto-suficiência, desatenção e checagem deficiente das informações.
Os erros não comprometeram, no entanto, a essência da crítica que fizemos à revista. A edição de 1997 de Exame-Melhores e Maiores, fonte de polêmica por ter escolhido a TAM como "Empresa do Ano", é mesmo uma usina de erros, manipula números, distorce critérios e termina por premiar determinadas empresas em detrimento de outras, como, mais uma vez, estamos demonstrando.
A carta que mandamos para Exame limitou-se, como achamos correto, a reconhecer os erros, sem tentativa de justificá-los ou amenizá-los com o contraponto dos acertos. A revista valeu-se disso para uma manobra antiética. Primeiro, censurou trechos da carta. A parte publicada, com destaque, sobre um fundo amarelo, levou o título de "Erraram". Referia-se ao Instituto Gutenberg e à revista IstoÉ, que, com a data de 3/9 (e não 3/7, como Exame escreveu) publicou a reportagem "Exame foi reprovada", baseada em nossos artigos.
Para os leitores de Exame, ficou a conclusão de que o Instituto Gutenberg errou de A a a z e que a revista nada tem a corrigir. É ilusionismo puro. Continuamos a esperar, após o apontamento voluntário de nossas falhas, que a revista ofereça exemplo semelhante aos leitores e empresas que têm acreditado na honestidade de suas premiações.
© Instituto Gutenberg
Boletim Nº 17 Edição Extra Outubro de 1997
Índice

