A mudança dos hábitos de desrespeito à ética, à privacidade, à honra dos cidadãos não virá com uma só grande tacada, como alguns imaginam. Virá com o tempo. Com a prática dos tribunais, com a permanência e a exeqüibilidade da lei.
Senador José Fogaça (PMDB-RS), no artigo “Uma nova Lei de Imprensa”, na Folha, 12/8.
Âncoras, repórteres, narradores e comunicadores não devem fazer comentários que possam influenciar a opinião pública quando forem noticiar eventos de campanha e pesquisa”.
Do manual “Eleições – princípios e condutas”, adotado pelo Sistema Globo de Rádio.
O que eu acho é que um governo nunca foi tão bem tratado, até de forma errada às vezes, pela imprensa. Mas eles reclamam.
Fernando Rodrigues, repórter da Folha que revelou o esquema da compra de votos para a reeleição, na revista Caros Amigos de julho.
Aquilo que é noticiado passa a fazer parte da agenda pública. O que não é noticiado pode até não estar perdido para sempre, mas pode estar perdido para a época em que é mais necessário.
Ben Bagdkian, comunicólogo americano.
A profissão de jornalista é perigosa no Brasil.
Fernando Castelló, presidente da organização Repórteres sem Fronteiras, na revista Imprensa de julho.
O que arrepia, no caso dos assassinatos, é que quase nenhum foi solucionado.
Anthony Lewis, do New York Times, em artigo reproduzido pelo Estadão em 6/8, sobre o assassinato de 173 jornalistas na América Latina nos últimos dez anos.
Aos olhos do leitor, os jornais, como as revistas, só precisam ser independentes para que tenham credibilidade. Ou, dizendo a mesma coisa por um ângulo oposto, a credibilidade vai depender da independência.
Eugênio Bucci, diretor da revista Superinteressante, no boletim de julho da ANJ.
(...) o jornalismo se parece com a democracia: só continua existindo porque ninguém inventou nada melhor.
Luiz Garcia, editor de Opinião do Globo, no Globo, em 5/8.
Boletim Nº 16, Julho-Agosto de 1997
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