IGutenberg
Ditos&Pitos

Houve censura com Geisel? Houve, mas com ele a imprensa foi instada a dar notícias viscerais.
Marcos Sá Correa, no Jornal do Brasil, 13/96, num texto que continuava assim: "Uma dessas notícias foi a da morte do operário Manoel Fiel Filho, em 1976. ‘Ali a imprensa noticiou censura pela primeira vez’ ".

"Torturas".
Título da capa da revista Veja de 10/12/69, que contou a morte na tortura, num quartel do Exército no Rio, de Chael Charles Schreier, um "entre dezenas de outros que Veja pesquisou desde que o Ministro da Justiça Alfredo Buzaid e o presidente Garrastazu Médici expressaram a intenção de impedir qualquer forma de tortura ou arbitrariedade". A corajosa reportagem da revista coincidiu com o aumento da censura à imprensa e da tortura a presos políticos.

Três jornais hostis devem ser mais temidos que mil baionetas
Napoleão Bonaparte

Passamos da era da notícia à era do entretenimento.
Revista Time, 21/10/96.

No governo presidente Fernando Henrique Cardoso, predomina um misto de jornalismo cor-de-rosa com jornalismo chapa-branca. Ou seja, as manchetes, títulos e começo das matérias quase sempre trazem uma informação positiva qualquer. O fato importante, se for negativo, é escondido no meio ou fim de texto.
Do "jornalista" Daniel Lobato, alter ego do colunista Aloysio Biondi, na Folha, 29/9/96.

Qualquer pessoa atingida em sua honra, intimidade ou imagem poderá ingressar com ação de indenização por dano moral, sendo obrigada a determinar no pedido o valor da indenização pretendida.
Sugestão do jurista Ives Gandra da Silva Martins para o projeto da nova lei de imprensa, no Jornal da Tarde, 24/4/96.

A função da imprensa é confortar os aflitos e afligir os confortados.
Do jornalista e humorista americano Finley Peter Dunne, nos anos 20.

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Número 11, setembro-outubro de 1996