“Não sou absolutamente um flagelador da imprensa - passei toda a minha vida no jornalismo e abençoando o dia em que comecei - mas não posso fingir não ver o que vejo: o explosivo movimento nos jornais, revistas e TV rumo a uma forma especializada de coleta de lixo, conhecida como fofoca”.
A. M. Rosenthal, colunista do New York Times
“Uma imprensa livre e responsável representa uma ameaça real e substancial para os proprietários [dos meios de comunicação], porque ela pode estender a sua liberdade além dos privilégios da propriedade”.
Theodore L. Glasser, professor da Universidade de Minnesota, EUA
“Mas cumpre reconhecer que, em nossa economia tão habituada a viver em clima de reserva de mercado, existem, no próprio setor privado, grupos aos quais muito agrada esse protecionismo constitucional, em setores que oferecem boa rentabilidade e uma crescente demanda de serviços”.
Estadão, beneficiado pela reserva de mercado, defendendo o fim da reserva de mercado nos bancos e na saúde.
“Não tenho muitas dúvidas de que é bem baixo o padrão ético da massa de jornalistas brasileiros, ainda que busquem no céu das boas intenções e dos princípios a justificação para o lamaçal de vaidades e favores em que desenvolvem seu ofício de leva-e-traz”.
Marcelo Leite, ombudsman da Folha
“É o direito dos ouvintes e dos telespectadores que é essencial, e não o daqueles que transmitem a informação”.
Corte Suprema dos Estados Unidos.
“Vai ser um livro de humor?”
Amigos de H. E. Goodwin ao saber que ele escrevia sobre ética no jornalismo.
“Repito, logo provo”.
Técnica de persuasão citada pelo comunicólogo Lucien Stez
“Milhões de dólares foram jogados na mídia, durante a fracassada revisão constitucional, mas quantidades superiores de dinheiro são agora amealhadas para a segunda tentativa”.
Carlos Chagas, jornalista.
“As fontes de informação devem ser indicadas, a não ser que haja uma razão clara para que isso não aconteça. Caso seja necessário proteger o sigilo de uma fonte, a razão deve ser explicada”.
Do código da Associação dos Editores Executivos da Associated Press
“Preservar o sigilo das suas fontes”.
Preceito número sete do Código de Ética da Associação Nacional dos Jornais brasileiros.
“O dito de lorde Acton de que todo poder tende a corromper aplica-se tanto à mídia como à política”.
Paul Johnson, jornalista.
“Chegou-se entre nós a um ponto que a entrevista de maior repercussão da história recente do país, a do ministro Ricupero com o jornalista Carlos Monforte da TV Globo, foi uma entrevista em “off”, tornada pública por arte e graça das antenas parabólicas”.
Ricardo Noblat, diretor do Correio Braziliense
“Só existem duas maneiras de fazer carreira em jornalismo. Construindo uma boa reputação ou destruindo uma”.
Tom Wolfe, jornalista e escritor
“O simples cuidado de ouvir as partes envolvidas tem sido uma prática bastante esquecida. Ilações, deduções irresponsáveis viram verdades absolutas - temporárias, é verdade. E os desmentidos conseqüentes muitas vezes acabam virando notícia de pé de página”.
Sérgio Rego Monteiro, diretor do Jornal do Brasil
“Para ser jornalista é preciso ter uma base cultural considerável e muita prática. Também é preciso muita ética. Há tantos maus jornalistas que quando não têm notícias, as inventam”.
Gabriel Garcia Márquez, jornalista e escritor
“Matinas Suzuki Jr., contou a Veja...”
Revista Veja
“As entrevistas de Veja são uma farsa”.
Matinas Suzuki Jr. ,jornalista
“Bastou ver vocês trabalhando”
Christopher Reeve, explicando como fez um jornalista sem ética em “Armação perigosa”
“Se obtínhamos duas versões, solucionávamos as discordâncias mediante novas entrevistas. Se isso fosse impossível, abandonávamos o material que não podíamos confirmar” .
Bob Woodward e Carl Bernstein sobre o crédito às fontes em seu livro Os Últimos Dias.
“Os nossos jornais são escritos de uma forma pedestre”.
Mino Carta, jornalista
“A dócil imprensa não questiona o governo FHC e suas declarações e o leitor perde de goleada”.
Antenor Braido, ombudsman da Folha da Tarde (SP).
“Eu fico bobo quando ligo o computador e vejo a mídia impressa tentando concorrer com a mídia eletrônica, mandando flashes toda hora, fazendo fofoca”.
Fernando Henrique Cardoso
“Às vezes, digo às pessoas ingênuas que estou entrevistando: Não me fale nada que você não queira ver publicado no jornal. Não quero tirar vantagem da inexperiência das pessoas em lidar com repórteres”.
Mike Feinsilber, chefe de reportagem da Associated Press em Washington
“Eu não sei responder qual é, hoje, a missão da imprensa. Só sei que, como cliente ou como personagem dessa imprensa, tá duro, meu”.
Dorothea Werneck, ministra da Indústria e do Comércio.
“É dever dos meios de comunicação evitar o denuncismo e exercitar um ceticismo saudável”.
De um editorial de Zero Hora
“Se todos pagassem impostos o bolo fiscal aumentaria e a fatia de cada um seria mais palpável”.
“De um editorial do Jornal Brasil, que não paga impostos.
“O recente anúncio do acordo entre as Organizações Globo e a News Corporation, de Rupert Murdoch, em resposta ao projeto da TV Abril com um consórcio continental, são dois fatos recentes que confirmam o ingresso do capital estrangeiro no mercado jornalístico brasileiro”.
De um editorial do DCI
“Alguém já pensou em criar um Prolei, algo como um Procon para a defesa do leitor? Pois está na hora”.
José E. Gonçalves, jornalista
“É importante ter uma imprensa livre mesmo quando a imprensa age irresponsavelmente”.
Opinião de 58% dos americanos ouvidos em pesquisa de 1985.
“A honestidade não é função da nacionalidade. Posso ter um brasileiro editando uma publicação desonesta e posso ter um russo editando uma publicação honesta no Brasil. Sou a favor da abertura”.
Thomaz Souto Corrêa, presidente da Associação Nacional dos Editores de Revista (Aner), falando contra a reserva de mercado da mídia brasileira, em Meio & Mensagem (4/12).
“Prefiro acompanhar a habilidade de um político para conduzir uma nação, e não seus hábitos no dormitório”.
Jack Anderson, colunista americano, falando sobre invasão de privacidade no Correio Braziliense (3/12)
"Se me coubesse decidir se deveríamos ter um governo sem jornais ou jornais sem um governo, eu não hesitaria um momento em preferir a segunda alternativa".
Thomas Jefferson (1743-1826), segundo presidente dos Estados Unidos
“Quem simplesmente noticiou que meu nome estava na lista [do bicho] não merece processo. Mas quero indenização de quem me acusou de corrupto e de haver levado dinheiro dos bicheiros”.
Nilo Batista, ex-governador do Rio, na revista Imprensa de novembro
“O denuncismo dos documentos secretos que misteriosamente pulam das gavetas dos burocratas para os terminais das redações sem passar pela argüição do trabalho investigativo é tão perigoso quanto o jornalismo dos pressreleases preparados pelos lobistas”.
De um editorial do DCI (9/12)
“Se as penas prescritas pela legislação fossem efetivamente estendidas aos homens de i imprensa, não seria tão impressionante a taxa de arrogância e leviandade hoje registradas no Brasil”.
Augusto Nunes, diretor de redação de Zero Hora (11/11)
A grande crise da mídia, hoje, é a crise da credibilidade. A maioria dos cidadãos não acredita no que diz a televisão, os jornais e o rádio.
Ignacio Ramonet, diretor de Le Monde Diplomatique, no Jornal do Brasil, 16/3/96
Há um ano decidi não dar mais entrevistas.
Danuza Leão, colunista do Jornal do Brasil, no Correio Braziliense, 3/3/96
O risco, nos meios de comunicação de massa, é o de simplificar os fatos, de valorizar a parte em detrimento do todo, a frase em prejuízo do texto, a versão em prejuízo do fato real, a imagem em detrimento da argumentação.
Presidente Fernando Henrique Cardoso, no Jornal do Brasil, 12/3/96
FH agora ataca imprensa
Título do Jornal do Brasil para o comentário acima, 12/3/96
A imprensa ética sabe reconhecer os seus erros.
Carlos Alberto Di Franco, professor de
Ética jornalística na Fundação Casper Líbero e autor do livro Jornalismo, ética e qualidade, pela Editora Vozes
Tá bom, benzinho, eu faço as perguntas e você me atribui as respostas.
Marilyn Monroe (1926-1962), para um repórter
Não tem que agradar ao dono, ao político, a nós mesmos. Tem que agradar ao público.
Ricardo Kotscho, apresentando o jornalismo da Rede CNT, na Folha de Londrina, 24/3
Esse porta-voz tem cara de notícia ruim...
Publicitário Nizan Guanaes na coluna de Danuza, JB, 29/3/96
Isso é um horror. Telefona-se para o intelectual para saber sua opinião sobre tudo.
Umberto Eco, sobre os pedidos dos repórteres, no Globo, 30/3/96
Durante o regime militar (...), a maioria dos jornalistas se colocou em posição de rechaçar observações críticas sobre seu desempenho sob a alegação de que tal tipo de comentários facilitaria a tarefa dos censores e da repressão. Durante quase 20 anos, crítica a jornalistas foi tacitamente considerada um ato a se evitar em nome da liberdade. O retorno dos civis ao poder encontrou uma geração jornalística arrogante.
Carlos Eduardo Lins da Silva, jornalista da Folha, no livro O adiantado da hora
A imprensa é a luz da liberdade
John Milton (1608--1674), poeta inglês
Nunca o jornalismo brasileiro foi tão pobre de idéias, tão primário na letra, tão incompleto e inconsequente na informação
Mino Carta, diretor de Carta Capital, no Correio Braziliense, 23/6/96
Um jornal para ter ombudsman precisa estar muito seguro do seu compromisso com o leitor. Os que não têm, não estão seguros.
Caio Túlio Costa, ex-ombudsman da Folha, na Revista de Comunicação, março de 1996
É melhor uma imprensa com excessos do que nenhuma imprensa
José Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, no Programa Roda-Viva, 10/6/960
Leis rígidas sobre a veiculação de informações são essenciais numa democracia desenvolvida, porque se houver uma total liberdade — inclusive para causar prejuízo às pessoas sem justificativas —, isso é tão nocivo quanto prejudicá-las fisicamente. Em alguns casos, é até pior.
Donald Woods, ex-editor do jornal sul-africano Daily Dispatch, personagem do filme Um grito de liberdade, no Encontro Internacional de Jornalismo da IBM, 1992
Para 72% do universo pesquisado, os telejornais distorcem os fatos
Pesquisa do Gallup para a revista Imprensa, junho de 1996
A calúnia ocorre quando se acusa alguém de fato definido como crime
Do Manual do Globo (pág. 214), omitindo o principal: só há calúnia se a acusação for falsa
Jornalismo é uma questão de ênfase
Paulo Francis, no Estadão, 13/6/96
A liberdade de imprensa é irmã siamesa da democracia. Uma sem a outra não vive
Rui Celso Reali Fragoso, vice-presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo, no Estadão, 27/5/96
A crítica excessiva, a difícil responsabilização legal, e a invasão da privacidade afastou a imprensa de muitos brasileiros que simbolizam o Brasil. Não foram poucos a reclamar. De Paulo Freyre a Ayrton Sena. A imprensa sucumbiu à tentação de salvar o Brasil. Não teve a humildade de deixar o Brasil pautar a imprensa.
Joaquim Falcão, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, no Globo, 25/8/96
Globo e SBT davam o presentes à Censura.
Manchete da página 5 da Ilustrada em 2/8/96
Não posso falar com um jornal que não é sério e não tem uma direção séria. Todos os artistas devem fazer o mesmo. Quero que este jornal acabe.
Caetano Veloso, recusando-se a dar entrevista ao Jornal do Brasil, no JB de 15/8/96
Você tem idéia de quantos pedidos de entrevista eu recebo? Sempre digo ‘não’ a todos.
Christine Amanpour, repórter da CNN, ao jornal inglês The Guardian, reproduzido pelo Estadão em 15/7/96
Até parece notícia velha. Mais uma vez o Sindicato está entrando com pedido de fiscalização contra o Estadão, que continua impondo jornadas abusivas a seus profissionais e não pagando horas extras
Jornal Mural, do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, 9/7/96
Há excessos? [na imprensa] Bem, pode ser que existam excessos que se corrigem, porque havendo liberdade haverá sempre a reação de outros setores que vão permitir a correção desses excessos
Presidente Fernando Henrique Cardoso ao assinar a Declaração de Chapultepec levada ao Palácio do Planalto pelos donos de jornais, no Estadão, 7/8/96
Censura é uma forma de seleção e, por isso, de propaganda.
J.A.C. Brow no livro Técnicas de persuasão, Zahar, 1971.
A imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica. E deixar cicatrizes no cérebro.
Noam Chomsky, lingüista e filósofo americano, no Estadão, 16/11/96.
São tempos de ‘triunfo da cultura idiota’, expressão que usei em um artigo para criticar os hábitos de sensacionalismo e fofoca que tomaram conta de jornais e revistas (...) Investigação cuidadosa, narrativa detalhada dos fatos, verdadeiro empenho em confrontar as versões conflitantes, não têm sido exatamente as práticas costumeiras entre os profissionais. Isso talvez explique a diminuição do poder moral da mídia.
Carl Bernstein, um dos repórteres de Watergate, no Estadão, 30/11/96.
Jornalistas apresentam a vida pública principalmente como um espetáculo deprimente, em vez de uma atividade vital na qual cidadãos podem e devem estar empenhados.
James Fallows (na foto) , jornalista americano, no livro Dando a notícia: Como a mídia subverte a democracia americana
Hollywood fez isso, e eu não vejo por que a televisão brasileira não possa ter algo parecido.
Manuel Alceu A. Ferreira, advogado do Estadão, defendendo um conselho de auto-regulamentação para a TV, na Tribuna do Direito, 11/96.
Não dá para acreditar nem em número de manifestantes reunidos nos tempos da ditadura, em Curitiba. Eu sei porque cobri várias delas e nós, repórteres, combinávamos dar o mesmo número, para não haver distorções. Os ‘10 mil’ podem ter sido uns 2 ou 3 mil. Se tanto.
Cláudio Dalla Benetta, no Extra Pauta, boletim dos Jornalistas do Paraná.
Por mais que essa frase possa parecer um chavão, a imprensa é a sentinela da democracia.
Jô Soares, na revista Imprensa, 01/96.
A imprensa percebeu quão desastroso tem sido o governo conservador e ficou difícil para ela dar apoio incondicional aos conservadores. Se qualquer governo trabalhista houvesse se comportado como o governo conservador vem se comportando nos últimos cinco anos, já teríamos sido obrigados a renunciar.
Tony Blair, líder do Partido Trabalhista da Inglaterra, na Folha, 2/2.
Essa é uma questão que só interessa a mim e à emissora.
Paulo Henrique Amorim sobre os boatos de que seu salário na Rede Bandeirantes é de R$ 50 mil mensais mais bônus por audiência, no Jornal do Brasil¸15/2.
Os produtos da mídia vistos como valores próprios do Ocidente e, por extensão, supostamente valores cristãos, são na verdade determinados pelo lucro econômico, considerado o primeiro e mais autêntico valor. Papa João Paulo II, na mensagem para o Dia de São Francisco de Sales, o padroeiro dos jornalistas, citado no Jornal do Brasil, 25/1.
É algo que me incomoda sim, mas, no meu entender, isso tem mais a ver com a necessidade econômica dois jornais do que qualquer outra coisa.
Ator Hugh Grant, queixando-se de que a imprensa só lhe pergunta sobre o flagrante que ele sofreu num carro com a prostituta Divine Brow, no Globo, 7/1.
Louvações ao rei e pau no Congresso.
Deputado Vicente Cascione sobre os comentários de Arnaldo Jabor na Rede Globo, na Folha, 21/5.
Vá em frente, vamos publicar.
Ordem de Katharine Graham, dona do Washington Post, autorizando a divulgação, em 1971, dos “Documentos do Pentágono”, que a Justiça proibira o New York Times de publicar e o Post publicou, citada pelo Estadão, 2/2.
Só acho que tecnicamente a distribuição dos medidores do Ibope não é correta. Na época em que existiam os pesquisadores que iam de porta em porta, a abrangência era total. Hoje eles pegam 600 aparelhos, instalam em 600 domicílios e ficam no mesmo lugar de três a quatro anos.
Luciano Callegari, diretor do SBT, em IstoÉ, 23/4.
Pelo que ficamos sabendo, Carla Perez foi convidada pela televisão para fazer um programa infantil. É verossímil, uma vez que a mídia, sempre capitaneada pela TV, vem associando o imaginário infantil a suas recorrentes fantasias lascivas.
Muniz Sodré, escritor, no Jornal do Brasil, 16/2.
A ética deve acompanhar sempre o jornalismo, como o zumbido acompanha o besouro.
Gabriel Garcia Márquez, escritor, na revista Caros Amigos de abril.
Que rodem as máquinas.
Ex-repórter Al Gore, vice-presidente dos Estados Unidos (na foto), ao inaugurar o Newseum, museu interativo da mídia, em Washington, numa paródia da frase clássica “Parem as máquinas”, no Globo, 19/4.
Não estou satisfeito. O Ministério da Justiça propôs uma fórmula que as próprias televisões controlassem. Assim como acho que não é positivo investir só no escândalo, só no crime, só na barbaridade, generalizar a todo instante(...) O Congresso também está votando uma Lei de Imprensa. É preciso que haja responsabilidade.
Presidente Fernando Henrique Cardoso, no JB, 29/4.
Não conheço nenhum caso na imprensa em que a alta direção tenha decidido mentir deliberadamente. Conheço um, horrendo, em que os mais altos escalões do governo assim o fizeram — o caso do avião de espionagem U-2.
Robert J. McCloskey, ex-porta-voz do Departamento de Estado e ex-ombudsman do jornal Washington Post, nos Estados unidos.
É absurdo aquele estilo dos âncoras sul-americanos que comentam a notícia e emitem opiniões. Isso não é jornalismo. Não se deve nunca fazer gestos dramáticos ao anunciar um fato. Os sentimentos têm que ficar absolutamente de fora.
Bernard Shaw, âncora da CNN, no Globo, 11/5.
O que deforma verdade e perde a sofisticação é o avanço da falta de ética e da irresponsabilidade sobre as questões da privacidade e a capacidade de se criar histórias mirabolantes de um simples beijo no rosto.
William Hurt ao comentar seu papel de repórter no filme Michael - Anjo e sedutor, no Estadão, 21/5.
Jornalista dará palestra em lançamento imobiliário.
Anúncio publicado nos principais jornais de São Paulo, em 11/5, sobre a ida de Joelmir Beting ao lançamento do Arquipélago dos Açores.
Considero uma das felicidades de minha vida não escrever nos jornais; isso prejudica a minha bolsa, mas faz bem a minha cons- ciência.
Gustave Flaubert (1821-1880), escritor francês.
Um projeto que atende ao bom senso.
Editorial do Estadão saudando a nova versão do projeto de lei da imprensa, em 11/5.
Certas pessoas talvez tentem levar o caso mais longe do que realmente merece.
Ronald L. Ziegler, secretário de imprensa da Casa Branca, cinco dias depois de estourado o caso Watergate.
Nixon renunciou.
Manchete dos jornais do mundo em 15/8/74.
Na cobertura de TV o que há é alcovitice, fofoca, inveja.
José Wilker, ator, na revista Imprensa.
Supõe, erra, distorce . Mas é como um ar poluído: não se vive sem ela.
Deni Gould, professor de Jornalismo nos Estados Unidos, sobre a imprensa.
Não, Ataliba, hoje você não vai ler o jornal aqui. Se você quiser ler o Estado de Minas, vai ter que comprá-lo na banca amanhã de manhã.
De Carlos Castello Branco para o censor que se aboletara na redação do jornal mineiro e naquele ano de 1945 era dispensado quando o Estado Novo ruía.
Já entendi tudo, vou-me embora. Mas não tem importância, um dia eu volto.
Do censor Ataliba para Carlos Castello Branco, citados por Fernando Morais no livro Chatô O rei do Brasil.
Está na Constituição. Direito à privacidade é um direito que está lá. Estamos processando alguns jornais. O fato de ser uma pessoa pública não dá a ninguém o direito de entrar de uma forma avassaladora na minha vida, de uma forma que eu nunca permiti.
Atriz Marieta Severo, ao Jornal do Brasil, 25/1/98.
Consideraremos cada maneira possível de anunciar em qualquer outro jornal, exceto o seu.
Do prefeito de Miami (Estados Unidos), Xavier Suárez, num telefonema ao Miami Herald, queixando-se de notícias adversas (fevereiro/98).
Gosto, muito, mas sem as letras.
Helen Hunt (na foto), atriz, sobre jornais.
O jornalismo brasileiro é excepcionalmente ruim, é uma espécie de recorde mundial. Começa pelo papel, a impressão, acaba com o texto, de qualidade primária. As pessoas escrevem mal, conhecem mal o português. A objetividade acaba sendo um suporte para a má qualidade.
Mino Carta, diretor da revista Carta Capital, no Correio Braziliense, 9/11/97
Mas a imprensa é hoje melhor do que foi no passado. The New York Times é sem dúvida superior ao que já foi no meu tempo. Por outro lado, as pessoas agora são mais punitivas e menos generosas e discretas em relação às outras e ao mundo.
Gay Talese, um dos artesão do “novo jornalismo”, no Estadão, 17/1/98.
