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Instituto Gutenberg


Correio

Personalidades se manifestam sobre o Instituto Gutenberg

  • Depois da crise das ideologias, o Estado moderno e livre busca os caminhos da construção de uma sociedade moderna e que seja antropocêntrica. Dos bens que compõem o patrimônio jurídico da personalidade humana, sem dúvida a honra e a imagem consubstanciam o eixo fundamental, e merece, por isso, aplausos uma iniciativa como esta, do Instituto Gutenberg, que se propõe a sugerir padrões éticos para a atividade que tem como material de trabalho a conduta humana e a curiosidade pública que ela desperta.
    José Roberto Batochio
    presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil
    Em março de 1995

  • Quero parabenizá-lo pela criação do Instituto Gutenberg. “Suscitar debates sufocados” e “iluminar áreas sombreadas”, como você sugere, serão tarefas dificílimas para o Instituto, mas não impossíveis. Acreditamos no seu talento e oferecemos nossa colaboração para esta árdua missão.
    Miguel Jorge,
    Vice-presidente da Volkswagen do Brasil

    Em abril de 1995

  • Fiquei lisonjeado com a tradução em sua linguagem da segunda edição de meu livro Procura -se>Ética no Jornalismo como “gratificante e instrutiva”. Isso é música para meus ouvidos. Também fiquei lisonjeado com seu convite para dar conferências no Brasil sobre ética na imprensa.
    H. Eugene Goodwin,
    Flórida, EUA
    Em abril de 1995

  • Marcado por duas efemérides singulares — ter completado 70 anos em 18 do corrente e, no mês anterior, ter sobrevivido a três grandes cirurgias cardíacas, o que me permite chegar a essa provecta idade — tenho o prazer, ao retornar pouco-a-pouco às atividades profissionais, de travar conhecimento com mais uma demonstração de sua capacidade jornalística.
    Instituto Gutenberg, boletim do tal Centro de Estudos da Imprensa que você criou, evidencia a seriedade que caracteriza o seu trabalho e comprova mais uma vez estar você bem à frente da malta que se alimenta dos jabás e releases distribuídos pelos centros do poder, sejam públicos ou privados.
    Como eu sou do tempo em que jornalismo era antes profissão respeitável do que chave micha, que abre todas as portas (e está aberta a todas as pressões), louvo-lhe a prática desse quase sacerdócio e lhe desejo bom êxito na iniciativa.
    Ênio Silveira
    Editora Civilização Brasileira

    Em novembro de 1995

  • Venho de receber e ler um magnífico boletim do Centro de Estudos da Imprensa do Instituto Gutenberg. Fico feliz como jornalista e senador ao ver preocupação ética como a que está vazada no referido boletim. A matéria sobre a invasão de privacidade no caso de Vera Fischer é aguda, correta do ponto de vista ético e encaminha a imprensa para a sua verdadeira finalidade, que é a de informar e não de promover espetáculos à guisa de informação.
    Sobre o uso como espetáculo no lugar da notícia como informação, tenho feito alguns pronunciamentos parlamentares e dado algumas entrevistas, pois sintonizo inteiramente com a visão revelada na análise referida no número 6 do boletim. Envio-lhes os textos de ambas apenas para seu conhecimento. E fico por aqui, desejoso de receber os demais números do boletim, de vez que, ao lado de sua utilidade para mim como jornalista, e também como senador, já que temos uma série de matérias para legislar nessa área.
    Artur da Távola
    Senador, PSDB-RJ
    Em janeiro de 1996

  • Fiquei muito interessado ao ler a respeito do Instituto Gutenberg. Penso, entretanto, que o prospecto está muito próximo da auto-imagem que a mídia ocidental criou. Realmente, análises críticas da mídia são um fenômeno muito marginal nos países desenvolvidos, e praticamente não existentes na Europa. Nos Estados Unidos tem havido mesmo análises críticas que demonstraram extraordinária subserviência ao poder — em um certo sentido, isto é pior do que em estados totalitários e terroristas, dado que aqui dizer a verdade não produz o mesmo tipo de punição. No entanto, este trabalho, que já produziu milhares de páginas de documentação detalhada, está muito longe da grande divulgação, e raramente, caso acontecesse, seria publicado nos principais jornais tradicionais.
    Existe uma discussão crítica nas publicações jornalísticas, mas é muito limitada, e restrita a edições secundárias. Não se acharia nada aqui parecido com o apelo dos bispos brasileiros em 1988 pela democratização da mídia. A única referência a isso que eu conheço nos Estados Unidos é em um livro meu sobre a mídia nos Estados Unidos, baseado em conferências sobre radiodifusão canadense e que foi um best seller lá, mas literalmente não mencionado nos Estados Unidos em virtude de ser crítico da performance da mídia americana. Há muita ilusão a respeito deste assunto, mais ainda na Europa do que aqui.
    A idéia de que pessoas dos Estados Unidos pudessem levar a mídia a julgamento é também errada — felizmente, em minha opinião. A mídia pode se engajar em enganos e distorções sem fim no interesse do poder, como de fato faz, sem qualquer forma pela qual o público pudesse reagir via tribunais; novamente, essas precauções em defesa da livre expressão, incluindo o direito de mentir e de enganar, são características do sistema americano, acredito eu, embora a liberdade de expressão que é formalmente garantida seja mais como mercadorias em um mercado semicapitalista: uma certa quantidade está disponível no princípio, e você pode conseguir tanto quanto puder comprar.
    Há diversos jornais que regularmente monitoram a imprensa, principalmente EXTRA!, o jornal da organização Justiça e Acurácia da Informação. Tem havido vários outros, mas qualquer esforço para fazer análise crítica de instituições tradicionais naturalmente opera com recursos muito limitados, e fracassaram por essa razão.
    Obrigado também pelo convite para colaborar. Em princípio, eu estaria interessado. Escrevo bastante a respeito desses tópicos, inclusive diversos livros e artigos, mas não estou seguro se esse tipo de material se enquadraria bem no formato que você tem em mente. Eu até sugiro que você contate várias pessoas que fazem trabalho de crítica séria sobre a mídia aqui, em destaque Edward Herman, na Universidade da Pensilvânia (Wharton School of Economics; ele é aposentado, mas mantém um escritório lá) e Robert McChesney, na Universidade de Wisconsin, no Departamento de Comunicações. Ambos fazem um trabalho importante sobre esse tema, e provavelmente teriam mais tempo disponível do que eu, dados os muitos compromissos que tenho em diversas outras áreas.
    Noam Chomsky
    Instituto de Tecnologia de Massachusetts

    Em janeiro de 1996