Caxemira ou Cachemira?
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    Caxemira ou Cachemira?

    Jornais usam grafias diferentes

    O Rio e São Paulo parecem duas cidades separadas pela mesma língua. Enquanto os grandes jornais cariocas escrevem talibã, os paulistanos grafam taleban. A região disputada pela Índia e pelo Paquistão também recebe, nesses dias, grafias diferentes: é Caxemira em São Paulo, Cachemira no Rio.

    Estadão e Folha estão mais bem acompanhados que o Globo e o Jornal do Brasil. A começar do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, que não registra nomes próprios mas anota cachemiriano, a indicar a existência de Cachemira, e, no entanto, remete para caxemiriano, sinal de que esta é a forma apropriada.

    O Aurélio e o Houaiss também usam o x e ignoram solenemente a forma com ch. O português Cândido de Figueiredo, o mais ranheta dos filólogos, igualmente só abona Caxemira em seu Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa - e é seguido pelos jornais O Público e Diário de Notícias.
    04/01/2002

    ©Instituto Gutenberg

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