Instituto Gutenberg

Censura do Estatuto

Brazill não sairia no Brasil

Foto de garoto americano que matou professor seria censurada na imprensa brasileira

O nome completo e a foto de Nathaniel Brazill correram o mundo, em maio do ano 2000, quando ele matou com um tiro de pistola seu professor favorito, Barry Grunow, numa escola de segundo grau do estado americano da Flórida. Um ano depois, no último dia 17, a identificação completa e a imagem de Brazill voltaram a inumeráveis jornais do mundo: ele foi condenado por um tribunal de Palm Beach a uma pena mínima de 25 anos de cadeia. Brazill tinha 13 anos quando matou o professor.

Grandes jornais brasileiros, como o Estadão, o Jornal do Brasil e a Folha, publicaram a foto do adolescente, hoje com 14 anos, na edição de 17/05/2001. O episodio serve para que o Instituto Gutenberg reafirme, mais uma vez, que é censura à imprensa brasileira a proibição imposta pelo Estatuto da Criança e do Adolescente de identificação de menores de 18 anos acusados de cometerem “ato infracional”. Se Brazill fosse brasileiro, não poderia ser identificado nem sua foto seria publicada, porque o Estatuto da Criança do Adolescente, ao determinar a censura oficial, impõe penas severas para os que desrespeitarem a trava que nega a liberdade de imprensa.

17/05/2001

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