The Age e a agenda secreta
The Age e a agenda secreta

Os jornalistas e as empresas que editam jornais na Austrália convivem serenamente com o Conselho de Imprensa. Segundo Pamela Bone, redatora-chefe e representante no Conselho do jornal The Age, ele "é considerado uma instituição democrática e não uma ameaça à liberdade de imprensa". Por ter a função de auto-regulamentação, não pune jornais nem jornalistas, mas zela pela honestidade das notícias e serve como um eficiente canal para as reclamações dos leitores. The Age já foi repreendido pelo Conselho? "Sim, este jornal muitas vezes foi censurado pelo Conselho, assim como todos os outros jornais australianos", diz a redatora-chefe. Mas quando se pede que ela conte um caso adverso, Pamela prefere narrar um episódio em que The Age levou a melhor.

A jornalista cita uma recente uma reclamação levada ao Conselho de Imprensa contra The Age pelo então secretário do primeiro-ministro, Ken Baxter. O jornal publicara a agenda em que Baxter fizera anotações confidenciais de reuniões do ministério — e Baxter reclamou que a publicação violou o sigilo de documentos oficiais. Quando divulgou a reportagem sobre a agenda, em 7 de março passado, o jornal também publicou um editorial informando que a agenda estava em seu poder havia alguns meses, não fora roubada e estava sendo divulgada sem a autorização do dono. Duas semanas depois, The Age publicou uma irada reclamação de Baxter.

Ao examinar a reclamação, o Conselho de Imprensa deu razão ao jornal. Mais uma vez, considerou que documentos confidenciais do governo podem ser uma valiosa fonte de notícias de interesse público. "Os jornais precisam apenas estar seguros de que o benefício público com a divulgação de tais informações supere quaisquer considerações éticas em função do uso desses documentos", diz Pamela Bone.

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